É a terceira vez que vejo o filme "Sal de Prata" do diretor Carlos Gerbase e mais uma vez se confirma o que penso em relação ao filme. A primeira vez que vi, aproximadamente dois anos atrás - quando GOSTAVA de cinema, mas nunca havia lido nada a respeito -, eu simplesmente adorei!
Tive a oportunidade de presenciar as gravações de uma cena desse filme - a cena em que Cátia recebe João e Holmes e eles discutem quem vai realizar um dos roteiros de Veronese - e essa experiência foi muito interessante.
Primeiramente, entrar num set de gravações e observar um cenário construído foi, de certa forma, impactante. Era curioso pensar sobre “como ele (o cenário) se tornava tão real dentro da tela?".
Em um grande galpão escuro, bem escuro, haviam paredes erguidas, com portas e janelas, porém não havia teto. A equipe trabalhava fora desse cenário, e eu ali, admirada com aquela “realidade”, acreditando na interpretação dos atores. O diretor - ao meu lado -, sentado em uma cadeira, observava a cena sendo filmada em um pequeno televisor e gritava: Corta! Os atores, que estavam entre as paredes (espaço decorado para representar o apartamento de um dos personagens) simplesmente deixavam de ser aqueles personagens e, toda aquela “realidade”, na qual eu me fazia presente, era quebrada. Em instantes, eles retornavam ao movimento anterior e voltavam a ser Cátia, João e Holmes. Que coisa mágica! – eu pensava.
Claro que, mesmo naquele tempo, eu sabia que os filmes, em sua grande maioria, eram gravados em um set, com um cenário construído e etc, porém, ver de perto tudo isso me provocou a pensar certas coisas que acredito que não teria refletido neste tempo, sem ter vivido tal experiência, não teria me sentido provocada. Quando tudo isso aconteceu, não sabia nada referente ao conteúdo do filme, além do elenco e do nome: “Sal de prata”.
E então... “o que era sal de prata?”
Enfim, só fui entender quando assisti pela primeira vez...
Abaixo, mando um link de um site no qual encontrei uma entrevista com o diretor do filme, Carlos Gerbase:
Sal de prata é uma substância química usada para tornar o filme sensível à luz. É também o nome do quarto longa metragem de Carlos Gerbase. Na verdade, Sal de Prata não é um filme só, são três. Confuso? Nesta entrevista, o diretor e roteirista gaúcho jura que não. Ele fala também sobre como foi trabalhar com as atrizes Maria Fernanda Cândido e Camila Pitanga, sobre a experiência de ter seu roteiro nas oficinas do Sundance Institute (em 2002) e discute os desafios de fazer cinema fora do eixo Rio-São Paulo.
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